Aonde nos leva a imaginação

Com certeza que já te deste conta da tua capacidade criativa e empreendedora que te levaram, inclusive, a concretizares este desafio. Trata-se da tua imaginação e do leque de opções que esta te possibilita: escrever, desenhar, criar jogos… É o talento humano, algo que nasce connosco e que faz com que sejamos criativos e criemos nomes, objetos, filmes, casas, tudo o que vimos à nossa volta.

Alguém descobriu a roda, a eletricidade e o frigorífico, alguém inventou a primeira mesa, o computador no qual estás a ler este texto, alguém pintou o primeiro quadro, escreveu a primeira história e assim sucessivamente.

O teu filme, livro ou jogo favorito também foi criado por alguém. Essa pessoa trabalhou sozinha ou em parceria para poder realizar esse trabalho. Será que essa pessoa foi paga pela sua criação? Claro que sim, para poder sobreviver.

Afinal, um realizador, um escritor ou um músico são profissões que para além de garantirem oferta cultural que faz parte integrante do desenvolvimento civilizacional, são também parte intrínseca da economia da Cultura. Talvez tu queiras também fazer trabalhos criativos, baseados na tua criatividade e facilmente entenderás que se quiseres viver da criação necessitarás de ser remunerado pelo teu labor intelectual.

Por isso desde há muito tempo que se considera que o talento humano é valioso e serve para desenvolver e transformar o mundo. Assim, pouco a pouco, foram criadas regras para proteger esse talento, essa criatividade. Quer isto dizer que assim como somos donos, ou seja, proprietários, de uma bicicleta ou de uma casa, também temos o direito de ser donos do que a nossa mente produz e de viver do nosso trabalho criativo.

A isto chama-se propriedade intelectual. Inclui todas as obras produzidas pelo talento humano e reconhecidas pela legislação dos vários países e por muitos codificado como legislação de Direito de Autor.